Bissau Perspective número 4

Autor: Alfa Candé; Categoria: Crónicas; Comunidades: Guiné-Bissau; Idioma: Português; Data: 25-09-2016 às 22:45

Guiné-Bissau na rota da estabilidade, afirmou o Presidente José Mário Vaz nas Nações Unidas.
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, renovou, esta quarta-feira, 21, a solicitação do apoio das Nações Unidas ao processo de reconciliação nacional em curso no país. No discurso na 71ra sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Vaz indicou outras solicitações, incluindo a participação da Forças Armadas guineenses nas missões de manutenção de paz. Outra preocupação que precisa de ajuda internacional é a obtenção de fundos para a reintegração dos desmobilizados. Vaz usou a sua intervenção para explicar ao mundo que o país já não enfrenta uma crise político-militar, mas sim uma crise eminente político-institucional, este ponto é o momento alto do discurso, porque para quem tem acompanhado a Guiné nos últimos anos sabe que as crises eram político-militares. Para os mais conceituados comentadores políticos nacionais a restituição da postura republicana às Forças Armadas é a maior contribuição do Presidente da República e Chefe das Forças Armadas Biague Nantam. "Não houve um único disparo de armas por parte dos militares e paramilitares; ninguém foi morto ou espancado por razões políticas; não foram registados casos de prisões arbitrárias; há liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação; não se colocam questões de violações de direitos humanos". José Mário Vaz pediu o apoio das Nações Unidas no processo de reconciliação nacional e para a concretização da reforma do setor de defesa e segurança.
Recentemente, disse Vaz, foi assinado pelo Presidente do Parlamento, Primeiro-ministro e dois partidos, que "permitirá o apaziguamento de tensões políticas que permitam a estabilidade governativa até o fim da legislatura". Ele prometeu trabalhar com todos para a consolidação da paz. Além de assuntos internos, Vaz defendeu a necessidade de se implementar o acordo de mudanças climáticas, assinado em 2015, em Paris, e manifestou a solidariedade aos que sofrem de ações terroristas no mundo.
Por , preparam-se as celebrações do 43ro aniversário da independência a 24 de setembro.


Comentar







Voltar página anterior