Bissau Perspective número 3

Autor: Alfa Candé; Categoria: Crónicas; Comunidades: Guiné-Bissau; Tags: Política; Idioma: Português; Data: 18-09-2016 às 20:45



No passado dia 10 do corrente mês vieram a Bissau dois chefes de estado pertencentes a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), Ernest Bai Koroma de Serra Leoa e Alpha Condé de Guiné-Conakri. Os dois chefes de estado trouxeram consigo 6 propostas que no entender da organização comunitária podem pôr fim a crise prevalecente há cerca de dois anos entre três órgãos da soberania nomeadamente a Presidência da República, a Assembleia Nacional Popular e o Governo e também o PAIGC (Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde), partido vencedor das últimas eleições gerais com maioria absoluta.
Diálogo com várias partes interessadas; um governo inclusivo consensual para continuar em funções até as eleições legislativas de 2018; as reformas da constituição, da administração territorial, da lei eleitoral e da lei sobre os partidos políticos, bem como o fortalecimento do sistema de justiça; a implementação de reformas nos setores da defesa e segurança; a retirada da ECOMIB (Forças de Segurança da CEDEAO) dentro de seis meses depois das forças correspondentes da Guiné-Bissau serem treinadas; e um mecanismo de de monitorização e avaliação da CEDEAO para garantir que as conclusões do diálogo são implementadas, estes são os pontos constantes no documento.
À saída do encontro com os emissários da CEDEAO todos os intervenientes disseram que estão de acordo com as propostas apresentadas, ou seja todos assinaram o acordo. Na minha opinião, este é um ponto com algo muito importante a definir se será o PAIGC a indicar um novo primeiro-ministro ou se manterá no cargo a figura nomeado pelo Presidente da República José Mário Vaz, o Baciro Djá.
O representante do secretário-geral das Nações Unidas no país Sr. Modibo Ibrahim Touré congratulou-se com a iniciativa da CEDEAO, e exortou as autoridades a implementarem rapidamente o acordo para tirar o país onde se encontra. A verdade é que já passou uma semana depois da assinatura do acordo, mas pouco ou nada foi feito no que diz respeito a implantação do acordo.


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